sexta-feira, 17 de agosto de 2012




Capa da edição original, de 1967
 “Atordoado por duas nostalgias que se contrapunham como dois espelhos, perdeu  seu maravilhoso sentido da irrealidade até acabar recomendando a todos que fossem embora de Macondo, que olvidassem tudo  que ele havia ensinado do mundo e do coração humano, [...] e que em qualquer lugar em que estivessem recordassem sempre  que o passado era mentira, que a memória não tinha caminhos de regresso, que toda primavera antiga era irrecuperável e que o amor mais desatinado e tenaz não passava de uma verdade efêmera.”
Trecho do livro Cem anos de solidão do escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez. Não encontro palavras que façam justiça a essa obra que nos faz rir e chorar, que nos suspende e alimenta a alma de tal maneira que em alguns momentos, tanto me desconsertou ao ponto de ficar sem endenter o que eu mesma estava sentindo, procurando um signo qualquer que traduzisse de alguma maneira o que sentia e só consegui rir desajeitadamente, prenúncio de choro. Como é bom sentir o inexpllicável, o que não tem palavras!!!!

2 comentários:

Valéria Cruz disse...

maravilhoso trecho destacado sobre o amor...uma verdade efemera...
Aiii...
Obrigada pelo deleite.
Bjão
V.

Denise disse...

Oi Valéria, realmente esse trecho é muito lindo, isso sobre o amor, que é forte, e quando ele diz que perdeu o "maravilhoso sentido da irrealidade"...
Valeu seu deleite, agradeçamos ao Gabriel,
Bjo
Denise