quarta-feira, 18 de julho de 2012


Da inconsistência


Como se ser diante dos homens tristes
Dos homens crentes de toda razão
Da verdade de suas vidas e da dos outros
Como se a verdade fosse algo de verdade

Como se ser diante de olhos ressequidos
Como dos bonecos de pano
Costurados sob medida
Sem o gosto oco do humano

Denise Magalhães


4 comentários:

Valéria Cruz disse...

isso dá o que pensar...
Obrigada pela artilha.
Bjão
V.

aeronauta disse...

Bonito o seu poema, Denise. E me faz pensar muito nesses "bonecos de pano": fantoches fazendo o que há de agradar, para nunca deixar de cumprir expectativas de bajulação.

Denise disse...

Oi Valéria, fico a pensar sobre esa condição do ser humano, sobre a inconsistência de tudo... obrigada pela visita. Abraço,Denise

Denise disse...

Ângela, penso nisso e lastimo...

Abraço,Denise